A fidelidade de Deus

Nos últimos dias eu tenho visitado algumas publicações antigas do blog e, conforme li algumas delas, Deus foi ministrando algumas coisas dentro de mim, acendendo outras e me confirmando outras ainda, pois tenho visto coisas que escrevi há cerca de cinco ou seis anos atrás que as tenho pregado durante esses dias. Li uma história e gostaria de citá-la novamente.

Tom estava dirigindo seu carro numa estrada, e cerca de cem metros adiante, na mesma pista, seguia um carro em alta velocidade. Tom ficou chocado quando viu a porta traseira do carro se abrir, por onde o passageiro atirou um cachorro para fora do carro. O animal chocou-se contra o concreto e rolou até uma valeta. Sangrando muito, o cachorro levantou-se e começou a correr atrás do carro do dono que o havia abandonado com tanta crueldade. Sua fidelidade incondicional não levava em conta a violência sofrida nem a dureza de coração do seu dono.

Ao ler essa história, me perco em meus pensamentos, embasbacado com a maneira de Deus lidar e cuidar do ser humano e no modo como sua fidelidade sem fim, nos alcança. Quando ele nos diz que nos amou com amor eterno (Jr 31.3), é indiscutível como isso é verdade… suas qualidades não têm fim, seu amor é sem fim e sua fidelidade se renova a cada manhã.

Ele é o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia (Dt 7.9), o qual nos chama à comunhão de seu Filho (1 Co 1.9). Ele é o Deus que insiste conosco todas as manhãs, assim como ele fazia com Adão no jardim, onde na viração do dia, ele aparecia para se relacionar com o homem. Deus ia até o homem no jardim e ele vai até o homem ainda hoje… o movimento da graça de Deus diz respeito justamente ao fato de ele nos alcançar, ele se mover por nós, ele resolver problema… é sempre ele.

Posso tentar escrever um pouco sobre qualquer atributo ou característica da Pessoa de Deus, no entanto não há nada que seja suficiente para descrevê-lo como ele é. Sua fidelidade obstinada é incondicional ainda que nossos comportamentos indiquem frieza e indiferença para com ele.

Mesmo que viremos as costas, o abandonemos ou qualquer coisa desse tipo, ao primeiro e menor sinal de arrependimento, ele se volta para nós com amor, compaixão e perdão. Ao lermos sua relação com o povo de Israel, tanto na época de juízes quanto na época dos reis, é muito gritante o quanto Deus se envolve em amor com seu povo.

Seu povo o trata como um Deus qualquer. Eles viravam suas costas para o Senhor e iam até outros deuses de seu interesse… ele então ficava bravo, irritado, mas ainda que com um pequeno sinal de retorno, ele já se voltava para o seu povo. Essa é a fidelidade de Deus… a fidelidade de alguém apaixonado, com o coração totalmente voltado para o alvo de seu amor.

Fico escandalizado, surpreso e profundamente grato com esse comportamento de Deus. Sinto-me conquistado por esse amor. E ao mesmo tempo, confesso, que não consigo entender como Deus pode ser assim conosco, como ele pode não se cansar, não nos abandonar, como ele ainda corre atrás de nós mesmo após jogarmos ele para fora do carro. Ainda que sejamos infiéis, Deus ainda permanece fiel.

“[…] se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” – 2 Timóteo 2.13

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